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Fique atento para não sofrer fratura por estresse

 

Inicialmente descrita como “fratura da marcha”, por sua grande incidência entre recrutas militares submetidos a marchas longas com cargas pesadas, a fratura por estresse resulta da sobrecarga cíclica e repetitiva sobre a estrutura óssea. É diferente das demais fraturas por não decorrer de um evento traumático agudo, como uma queda, mas, sim, de um desbalanço no processo fisiológico de remodelação óssea.

Tem se tornado cada vez mais comum entre esportistas, principalmente entre corredores, com maior prevalência entre as mulheres. São fatores de risco a falta de condicionamento físico, excesso de treinamento e condições inadequadas de piso e de calçado, bem como a assimetria das pernas, joelhos valgos e pronação aumentada dos pés (pés “virados para dentro”), entre outros.

 

Estudos mostram que, enquanto os militares comumente sofrem fraturas por estresse nos ossos metatarsais (dos dedos dos pés) e calcâneo(do calcanhar), os esportistas são mais frequentemente acometidos por fraturas na tíbia (canela). Existe inclusive uma síndrome, chamada Síndrome do Estresse Tibial Medial (SETM), que também é conhecida como “dor na perna induzida pelo exercício”, “shin splint” e “canelite”.

 

No início, uma pessoa pode mal notar a dor de uma fratura por estresse, mas ela tende a piorar com o tempo. Para não aumentar os danos, um médico ortopedista deve ser procurado se a dor se agravar ou ficar persistente mesmo em repouso.

 

O especialista em pés e tornozelos pode fazer o diagnóstico pelo histórico médico e exame físico, complementados por exames de imagem, e indicar o plano adequado de tratamento.

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